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Mecânica  Respiratória: Propriedades Dinâmicas do Sistema

Introdução

 

A falência do sistema respiratório (dita Insuficiência Respiratória) corresponde a uma hipoxemia grave, definida esta como uma PaO2 menor que 60 mmHg.

 

O mais simples mecanismo de hipoxemia ocorre quando uma quantidade insuficiente de ar fresco é inspirada (isso é conhecido como "hipoventilação alveolar"), de modo que não são fornecidas moléculas de O2 suficientes para levar a PO2 no capilar alveolar até os valores normais. Como os alvéolos são inadequadamente ventilados, não é possível igualar a produção de CO2 com sua eliminação, sobrevindo retenção de CO2.

 

Embora as anormalidades nos gases sangüíneos que resultam de hipoventilação possam ser muito graves, a distribuição da pouca ventilação é uniforme de modo que não há aumento no gradiente alveolo-arterial de O2.

 

Hipoventilação global pode ser causada por depressão do centro respiratório por anestesia ou drogas sedativas, doenças neuro-musculares que prejudiquem a função da musculatura respiratória e por lesões da caixa torácica. Em todas essas circunstâncias, a quantidade de ar inspirado (volume minuto) e de ar que atinge e renova os espaço alveolares (ventilação alveolar) estão diminuídas.

 

 

 

Propriedades Dinâmicas (não-elásticas) do pulmão

Até aqui, analisamos apenas algumas das características elásticas (ditas estáticas) do sistema respiratório. Contudo, além destas, existem propriedades não elásticas, ou dinâmicas, responsáveis por 30% do gasto energético total em pessoas normais respirando regularmente.

 

Nas ocasiões em que não há fluxo pulmonar, a pressão transpulmonar (o gradiente de pressão entre a boca e o espaço pleural) é determinada somente pela complacência elástica, mas durante inspiração, uma pressão adicional necessita ser acrescentada para que se possa obter fluxo.

 

Os volumes e pressões discutidos anteriormente são independentes tanto do fluxo aéreo quanto da duração do ciclo respiratório (fator tempo, o qual depende da freqüência respiratória).

 

São 3 os componentes não-elásticos que se opõem aos movimentos respiratórios:

1. Resistência friccional ao fluxo aéreo das vias aéreas condutoras.

2. Resistência viscosa, causada pela deformação e deslizamento dos diversos tecidos que compõem o parênquima pulmonar e a parede torácica; essa resistência é resultado do deslocamento dos tecidos durante a inspiração e a expiração; os tecidos envolvidos incluem pulmões, gradil costal, diafragma e conteúdo abdominal. Essa resistência viscosa tecidual aumenta em 10 a 20% o trabalho respiratório. A energia gasta para vencer a resistência viscosa dos pulmões não é a mesma energia levada em conta para o retrocesso elástico – a primeira depende de fluxo, enquanto a última depende da posição.

3. Inércia, observada durante a aceleração e desaceleração do gás ou tecidos.

Destes componentes, somente a resistência ao fluxo aéreo tem significado clínico, pois é de maior magnitude e altera-se mais profundamente com o desenvolvimento de doenças pulmonares. Assim, nesta atividade, serão analisados dados pertinentes aos fatores que influenciam a resistência friccional ao fluxo aéreo, uma vez que a resistência viscosa e inércia têm valor negligível.

 

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